
O volume de distribuição da cafeína dentro do corpo é entre 0,6 - 0,7 L/Kg, um valor justificado pela hidrofilia e consequente dissolução na água do tecido intracelular e pela lipofilia para atravessar todas as membranas biológicas, incluindo a barreira hematoencefálica [3].

A cafeína após ser absorvida sofre o efeito de primeira passagem, passagem da circulação portal à sistêmica. Sendo este efeito insignificante cerca de 99% da cafeína atinge a circulação[1]-[4].






Da cafeína existente em circulação cerca de 10-30% está ligada reversivelmente as proteínas plasmáticas. A restante cafeína encontra-se na forma livre permitindo assim exercer a sua ação.
A cafeína ligada as proteínas funcionam como um reservatório da mesma existente em circulação.Nesta forma não sofre metabolização, permanece mais tempo na circulação sistémica aumentando assim o tempo de semivida da cafeína [3].
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Referências:
[1] Caffeine Absorption, disponível em https://www.caffeineinformer.com/caffeine-absorption (acesso a 10/05/2017);
[2] Toxipedia: Caffeine, disponível em http://toxipedia.org/display/toxipedia/Caffeine?src=search#Caffeine-Newton%2Cetal (acesso a 20/04/2017);
[3] Institute of Medicine (US) Committee on Military Nutrition Research (2001). Caffeine for the Sustainment of Mental Task Performance: Formulations for Military Operations. Washington (DC): National Academies Press (US), Cp2;
[4] Cappelletti, S., P. Daria, G. Sani and M. Aromatario (2015). "Caffeine: Cognitive and Physical Performance Enhancer or Psychoactive Drug?" Current Neuropharmacology 13(1): 71-88.