



1 - metilxantina
Ácido 1,7 - dimetilúrico
AFMU
Ácido 1 - metilúrico

Ácido 1,3,7 - trimetilúrico
Paraxantina
Da cafeína que ingerimos, apenas 0,5-2% é excretada na urina sem sofrer metabolização hepática. Uma vez que, após filtração no glomérulo de Malpighi , esta é prontamente reabsorvida a nível tubular, voltando de novo à circulação sistémica permitindo assim a sua metabolização [1][2].
A metabolização da cafeína ocorre essencialmente a nível hepático, com a intervenção das enzimas microssomais,
as CYP450 [1][2].
Principal
via de metabolismo
A Teobromina é o metabolito da cafeína biologicamente ativo, que existe em maior proporção. Esta é rapidamente absorvida exercendo funções como a estimulação da diurese e do sistema cardiovascular, relaxamento do músculo liso e secreção glandular. A CYP1A2 é a principal responsável pelo seu metabolismo [3][5].
A Teofilina tem uma estrutura química muito semelhante à cafeína mas carece de um grupo N-metilo que permite que tenha efeitos mais potentes [3][5].
É a principal enzima responsável pela metabolização da cafeína. Juntamente com NAT2 e XDH permitem que todo o processo metabólico ocorra da melhor forma e haja a formação dos metabolitos para serem excretados [3][5].
É o principal metabolito da cafeína, representado a porta de entrada para a formação dos diversos metabolitos que vão ser excretados na urina. A taxa de produzação de metabolitos iguala-se à de excreção, como resultado de uma secreção tubular renal ativa [3][4][5].
A paraxantina tem efeitos biológicos muito semelhantes à da cafeína, sendo que, quando esta em excesso vai levar ao aumento dos níveis de paraxantina e consequentemente do efeito biológico [3][4][5].
Fatores que afetam o metabolismo da cafeína [3][5]:
-
O tabagismo aumenta o metabolismo (quase o dobro dos não fumadores);
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O estrogénio exógeno utilizado nas mulheres pós-menopausicas diminui o metabolismo;
-
Os lactentes e recém-nascidos têm o metabolismo diminuído;
-
A gravidez diminui o metabolismo.
O tempo de semivida da cafeína é de 4-5h
O metabolismo e o tempo de semivida funcionam como grandezas indiretamente proporcionais: o aumento do metabolismo leva a um menor tempo de semivida, que pode chegar até 2h, em contrapartida a diminuição do metabolismo, aumenta o tempo de semivida até 10h (em caso dos lactentes pode chegar até 100h) [3][5].
Referências:
[1] Caffeine Absorption, disponível em https://www.caffeineinformer.com/caffeine-absorption (acesso a 10/05/2017);
[2] Toxipedia: Caffeine, disponível em http://toxipedia.org/display/toxipedia/Caffeine?src=search#Caffeine-Newton%2Cetal (acesso a 20/04/2017);
[3] Institute of Medicine (US) Committee on Military Nutrition Research (2001). Caffeine for the Sustainment of Mental Task Performance: Formulations for Military Operations. Washington (DC): National Academies Press (US); Cp2;
[4] Cappelletti, S., P. Daria, G. Sani and M. Aromatario (2015). "Caffeine: Cognitive and Physical Performance Enhancer or Psychoactive Drug?" Current Neuropharmacology 13(1): 71-88.
[5] Thorn, C. F., E. Aklillu, E. M. McDonagh, T. E. Klein and R. B. Altman (2012). "PharmGKB summary: caffeine pathway." Pharmacogenet Genomics 22(5): 389-395.