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1 - metilxantina

Ácido 1,7 - dimetilúrico

AFMU

CYP1A2
CYP2A6
XDH

Ácido 1 - metilúrico

CYP2E1
CYP1A2
CYP2E1
CYP3A4
CYP2C8/9

Ácido 1,3,7 - trimetilúrico

Paraxantina

CYP2E1
CYP1A2
CYP3A4
CYP2C8/9
CYP1A2
NAT2
CYP1A2

Da cafeína que ingerimos, apenas 0,5-2% é excretada na urina sem sofrer metabolização hepática. Uma vez que, após filtração no glomérulo de Malpighi , esta é prontamente reabsorvida a nível tubular, voltando de novo à circulação sistémica permitindo assim a sua metabolização [1][2].

A metabolização da cafeína ocorre essencialmente a nível hepático, com a intervenção das enzimas microssomais,

as CYP450 [1][2].

Principal

via de metabolismo

75 - 80%
12%
4%

A Teobromina é o metabolito da cafeína biologicamente ativo, que existe em maior proporção. Esta é rapidamente absorvida exercendo funções como a estimulação da diurese e do sistema cardiovascular, relaxamento do músculo liso e secreção glandular. A CYP1A2 é a principal responsável pelo seu metabolismo [3][5].

A Teofilina tem uma estrutura química muito semelhante à cafeína mas carece de um grupo N-metilo que permite que tenha efeitos mais potentes [3][5].

É a principal enzima responsável pela metabolização da cafeína. Juntamente com NAT2 e XDH permitem que todo o processo metabólico ocorra da melhor forma e haja a formação dos metabolitos para serem excretados [3][5].

É o principal metabolito da cafeína, representado a porta de entrada para a formação dos diversos metabolitos que vão ser excretados na urina. A taxa de produzação de metabolitos iguala-se à de excreção, como resultado de uma secreção tubular renal ativa [3][4][5].

A paraxantina tem efeitos biológicos muito semelhantes à da cafeína, sendo que, quando esta em excesso vai levar ao aumento dos níveis de paraxantina e consequentemente do efeito biológico [3][4][5].

Fatores que afetam o metabolismo da cafeína [3][5]:

  • O tabagismo aumenta o metabolismo (quase o dobro dos não fumadores);

  • O estrogénio exógeno utilizado nas mulheres pós-menopausicas diminui o metabolismo; 

  • Os lactentes e recém-nascidos têm o metabolismo diminuído;

  • A gravidez diminui o metabolismo. 

O tempo de semivida da cafeína é de 4-5h

O metabolismo e o tempo de semivida funcionam como grandezas indiretamente proporcionais: o aumento do metabolismo leva a um menor tempo de semivida, que pode chegar até 2h, em contrapartida a diminuição do metabolismo, aumenta o tempo de semivida até 10h (em caso dos lactentes pode chegar até 100h) [3][5].

Referências: 
[1] Caffeine Absorption, disponível em https://www.caffeineinformer.com/caffeine-absorption (acesso a 10/05/2017);

[2] Toxipedia: Caffeine, disponível em http://toxipedia.org/display/toxipedia/Caffeine?src=search#Caffeine-Newton%2Cetal (acesso a 20/04/2017);

[3] Institute of Medicine (US) Committee on Military Nutrition Research (2001). Caffeine for the Sustainment of Mental Task Performance: Formulations for Military Operations. Washington (DC): National Academies Press (US); Cp2;

[4] Cappelletti, S., P. Daria, G. Sani and M. Aromatario (2015). "Caffeine: Cognitive and Physical Performance Enhancer or Psychoactive Drug?" Current Neuropharmacology 13(1): 71-88.

[5] Thorn, C. F., E. Aklillu, E. M. McDonagh, T. E. Klein and R. B. Altman (2012). "PharmGKB summary: caffeine pathway." Pharmacogenet Genomics 22(5): 389-395.

© Toxicologia Mecanística 2016/2017 FFUP

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